SOS CANGUARETAMA

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Comer pão e batata torrados demais pode elevar risco de câncer, alertam cientistas


Comer pão e batatas torrados demais leva a uma maior ingestão de uma substância química que pode causar câncer, alertou a agência para padrões de alimentos do governo britânico.
Em vez de tostar, fritar ou assar o alimento até ficar marrom, a Food Standards Agency (FSA) recomenda fazer isso até que atinjam no máximo uma cor dourada.
O motivo seria que torrar alimentos com muito amido, ao fritá-los, assá-los ou grelhá-los por um longo tempo em altas temperaturas, leva a uma produção elevada de acrilamida.
Ela está presente em vários alimentos e é um derivado natural do processo de cozimento. Mas pesquisas com animais apontaram que pode ser tóxica para o DNA e levar ao surgimento de tumores.
Os cientistas da FSA acreditam que o mesmo pode ocorrer em humanos. No entanto, uma porta-voz da Cancer Research UK, organização britânica dedicada a estudos sobre câncer, afirma que esse efeito em pessoas não é comprovado.

Pequenas mudanças

Os níveis mais altos da acrilamida são encontrados em alimentos com bastante amido que foram cozidos - industrialmente ou em casa - a mais de 120ºC, como batata-frita, pão, cereais matinais, biscoitos, bolachas, bolos e café.
Ao fazer uma torrada, por exemplo, o açúcar, os aminoácidos e a água do pão se combinam e fazem com que seja produzida mais acrilamida conforme o pão escurece, um processo que altera também seu sabor e aroma.
Quanto mais torrado o pão, mais dessa substância estará presente nele.
A FSA diz ainda não estar claro quanta acrilamida pode ser tolerada pelo corpo humano, mas acredita que estamos ingerindo essa substância em excesso.
A agência recomenda fazer pequenas mudanças na forma de preparo da comida, como cuidar para que alimentos como pão e tubérculos fiquem dourados ao fritá-los, assá-los ou torrá-los.
A FSA também recomenda que batatas não sejam guardadas na geladeira, porque seus níveis de açúcar aumentam com a baixa temperatura, potencialmente elevando a quantidade de acrilamida produzida no cozimento. É melhor mantê-las em um ambiente escuro e fresco, a uma temperatura acima de 6ºC.
A agência também afirma ser importante seguir à risca as instruções ao aquecer ou assar batatas e pizzas no forno e levar uma dieta balanceada, com cinco porções de vegetais e frutas por dia, além de alimentos com carboidrato.

Qual é o risco?

Os possíveis efeitos da ingestão excessiva de acrilamida são um aumento do risco a longo prazo de desenvolver câncer ou problemas nos sistemas nervoso e reprodutivo.
No entanto, diz a FSA, os níveis de exposição a essa substância são determinantes para que ela tenha ou não esses efeitos negativos.
Fumar também deixa uma pessoa três ou quatro vezes mais exposta à acrilamida do que não fumantes, porque a substância está presente na fumaça do tabaco.
Além de fazer um alerta público, a agência diz que vem trabalhando junto à indústria de alimentos para reduzir a acrilamida presente em comidas industrializadas.
A FSA diz que já houve algum progresso - entre 2007 e 2015, ela detectou uma redução de 30% em média na quantidade da substância em todos os produtos vendidos no Reino Unido.
Steve Wearne, diretor de políticas da FSA, diz que a maioria das pessoas sequer sabe que a acrilamida existe. "Queremos dar destaque a isso com nossa campanha e levar a pequenas mudanças reduzam seu consumo", afirma.
"Apesar de ainda ser necessário entender melhor o impacto da acrilamida, o governo e a indústria têm um papel importante para contribuir com essa redução."

Alimentos calóricos

Emma Shields, diretora de informação da Cancer Research UK, reconhece que a acrilamida presente nos alimentos pode estar ligada ao desenvolvimento de câncer, mas diz que essa relação ainda não está clara em humanos.
"Para se garantir, as pessoas podem reduzir sua exposição ao ter uma dieta balanceada e saudável, o que inclui comer menos alimentos calóricos, como batata frita e biscoitos, que são grandes fontes de acrilamida", diz Shields.
"Também é possível conseguir isso ao seguir às recomendações da FSA e dourar alimentos com amido, em vez de torrá-los, já que o tempo e a temperatura de cozimento determinam a quantidade de acrilamida que será produzida."
Shields ressalta que existem muitos outros fatores comprovados que elevam o risco de tumores. "Fumar, estar obeso ou tomar bebidas alcóolicas têm um grande impacto no número de casos de câncer."

Avaliação de Temer melhora em pesquisa, mas maioria diz que ele é pior ou igual a Dilma


A maioria dos brasileiros considera o presidente Michel Temer como igual ou pior que a ex-presidente Dilma Rousseff. A informação é da pesquisa Pulso Brasil feita pela pela consultoria Ipsos.

Para 40% dos entrevistados, o peemedebista é visto como pior que a antecessora e, para 34%, ele é considerado igual à petista. Apenas 17% o consideram melhor e 9% das pessoas ouvidas não souberam responder.
Na comparação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 56% afirmam que Temer é pior, 21% dizem que ele é igual, 13% melhor e 9% não souberam responder.
A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em 72 cidades brasileiras entre 5 e 18 de janeiro de 2017. A margem de erro de é 3 pontos percentuais para cima ou para baixo, para um índice de confiança de 95% - ou seja, 95 de cada cem resultados estão dentro da margem de erro na realidade.
"O agravante para Temer, na minha opinião, é ele não ser considerado melhor que Dilma. Só 17% acham que Temer vem atuando de forma melhor do que Dilma atuou", opina o diretor da Ipsos Public Affairs, Danilo Cersosimo.
"Temer é considerado pior que Dilma e Lula, mas isso não significa dizer que os brasileiros estão aprovando Dilma e Lula. Quando a gente olha os índices de aprovação da imagem deles, elas (as imagens) são tão negativas quanto a do Temer. A interpretação aqui é de que Dilma e Lula são figuras desaprovadas pelos brasileiros, mas Temer não conseguiu demonstrar nada melhor do que eles", explicou.

Avaliação de Temer

Já a avaliação do desempenho de Temer na Presidência melhorou em relação a dezembro. No último mês de 2016 apenas 15% dos entrevistados o aprovavam - a pior avaliação desde que assumiu oficialmente a Presidência, em agosto. Agora em janeiro foram 19%.
O número de pessoas que desaprovam o modo como ele conduz o país caiu de 77% para 75%, variando dentro da margem de erro. A quantidade de pessoas que não souberam responder caiu de 8% para 6%.
No mesmo período, a avaliação do governo federal também variou de maneira positiva, mas segue sendo reprovada - 59% classificaram a gestão como ruim ou péssima em janeiro. Em dezembro, eram 62%.
"O que continua impactando negativamente a avaliação do atual governo são os frequentes escândalos de corrupção escancarados pela Lava Jato, a imagem negativa da classe política e a demora da retomada da crise econômica", diz Cersosimo. Ele ressaltou que a delação de executivos da Odebrecht pode piorar o quadro.

Visão do rumo do Brasil

A percepção de que o Brasil está no rumo errado permanece muito alta desde a votação do impeachment de Dilma na Câmara, em abril do ano passado. Na época, 93% dos entrevistados acreditavam que o país não estava no caminho certo. Em janeiro, o número caiu para 88%. "Ele (Temer) não mudou, nesses meses todos, essa percepção - e isso é um grande problema", explicou Cersosimo.
Na visão do pesquisador, o presidente não conseguiu criar a expectativa de que coisas boas aconteceriam desde que assumiu o poder. Ele afirma que a esperança dos brasileiros no ano passado estava mais ligada a uma sensação de alívio pela saída da Dilma e do PT do que pela entrada de Temer.
Para piorar a situação, acrescentou Cersosimo, Temer é visto como um político tradicional, nos moldes dos políticos que têm sido rejeitados em eleições recentes, tanto no Brasil (como na votação para prefeito de SP) como no exterior (que resultou na eleição de Donald Trump).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Emenda pode reduzir idade mínima de 65 para 60 anos da reforma da Previdência


Proposta tem o apoio do PSD, PR, PP e PTB, além do PCdoB, que é oposição

BRASÍLIA - A base aliada do presidente Michel Temer na Câmara está finalizando um texto alternativo ao apresentado pelo Executivo, flexibilizando consideravelmente a Reforma da Previdência. Na contramão do que quer o governo, a emenda reduz a idade mínima para aposentadoria, mantém o pagamento integral das pensões e acaba com a regra de transição. Encabeçada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o texto tem o apoio de parlamentares do PSD, PR, PP e PTB, que integram a base de Temer no Congresso, além do PCdoB, que é oposição.
O texto reduz a idade mínima de 65 anos para 60 anos aos homens e 58 anos para as mulheres. A adoção de 65 anos para aposentadoria na iniciativa privada e no serviço público vem sendo tratada como "elemento-chave" pelo governo, em especial, pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que coordenou a proposta apresentada ao Congresso.
Outra mudança que está sendo feita pelos deputados é quanto ao pagamento de pensões. A proposta do governo acaba com o repasse integral às viúvas. O valor mínimo previsto é de 60% do benefício calculado e aumenta a depender do número de dependentes, até atingir os 100%. Na emenda dos parlamentares, a pensão se manterá integral, não podendo, entretanto, ultrapassar o teto.

Fonte: https://www.google.com.br

CPF passa a ser obrigatório para dependentes com mais de 12 anos


Exigência da Receita já vale para a declaração do IR de 2017

BRASÍLIA - A Receita Federal publicou uma Instrução Normativa no Diário Oficial da União desta quarta-feira que torna obrigatório o número de CPF para declaração, no Imposto de Renda, de dependentes com 12 anos ou mais. A exigência já vale para a declaração de 2017. Até então, a obrigatoriedade só abarcava quem tinha mais de 14 anos.
Com a obrigatoriedade, a Receita pretende reduzir casos de retenção de declarações em malha fina e fraudes relacionadas à inclusão de dependentes fictícios. Além disso, querem prevenir a inclusão de um mesmo dependente em mais de uma declaração.
O prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2017 começa no dia 2 de março e vai até 28 de abril. A declaração se refere aos ganhos dos contribuintes no ano de 2016. O programa para declarar o imposto estará disponível para download no site da Receita Federal a partir de 23 de fevereiro.
O subsecretário de arrecadação da Receita Federal, Carlos Occaso, explicou que há uma tendência de que a idade diminua ao longo dos anos, à medida que muitos cartórios já emitem o CPF junto à certidão de nascimento.
— Já temos mais de 3 mil cartórios emitindo CPF junto à certidão de nascimento, à medida que precisam de CPF para outras práticas que não são tributárias. Hoje o CPF é incorporado a vários processos de cidadania. Os brasileiros já estão nascendo com o CPF, vai chegar um período em que todos os cidadãos terão CPF e não será mais uma obrigação.

Barroso defende legalização da maconha e da cocaína contra crise penitenciária


STF analisa processo que pede a descriminalização do porte de drogas

BRASÍLIA – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira a legalização da maconha como forma de aliviar a crise do sistema penitenciário brasileiro. Segundo ele, a medida desmontaria o tráfico de drogas e, com isso, o número de condenados diminuiria. Barroso afirmou que, se a experiência desse certo com a maconha, seria o caso de legalizar também a cocaína.
— A primeira etapa, ao meu ver, deve ser a descriminalização da maconha. Mas não é descriminalizar o consumo pessoal, é mais profundo do que isso. A gente deve legalizar a maconha. Produção, distribuição e consumo. Tratar como se trata o cigarro, uma atividade comercial. Ou seja: paga imposto, tem regulação, não pode fazer publicidade, tem contrapropaganda, tem controle. Isso quebra o poder do tráfico. Porque o que dá poder ao tráfico é a ilegalidade. E, se der certo com a maconha, aí eu acho que deve passar para a cocaína e quebrar o tráfico mesmo — disse o ministro.

MEC nega invasão de contas do Sisu por hackers


Após denúncias veiculadas na imprensa de que candidatos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tiveram seus cadastros hackeados e inscrições modificadas, o Ministério da Educação disse nessa terça-feira (31) que não há registros de acesso indevido às informações dos estudantes que configure incidente de segurança.
Em um dos casos que ganharam repercussão na imprensa, uma candidata disse que sua opção de curso foi alterada por hackers. O MEC, no entanto, informou que não há registro de inscrição em nenhum curso, nem alteração posterior. Em outro caso, uma candidata diz que os invasores mudaram a opção de curso de medicina para um curso tecnológico de produção de cachaça. A versão do MEC é que só houve registro no segundo curso.
"Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC, como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, serão remetidos para investigação da Polícia Federal. Nos dois casos citados pela imprensa, o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] já identificou no sistema data, hora, local, operadora e IP de onde partiram as mudanças de senha. Os dados serão encaminhados para a Polícia Federal", disse o ministério, em nota.

Justiça cassa gestor 13 dias após posse


Eleito em uma das disputas mais acirradas do Estado, o prefeito de Umari, Alexandre Barros, teve registro de candidatura cassado por compra de votos. Outros cinco prefeitos possuem seus registros questionados na Justiça
Duas semanas após início dos novos mandatos, o Ceará já tem seu primeiro prefeito com candidatura cassada pela Justiça Eleitoral após a posse. Eleito em uma das disputas mais acirradas do Estado, o prefeito de Umari, Alexandre Barros (PT), foi condenado pelo juiz da 58ª Zona Eleitoral, Marcelo Wolney de Matos, por suposta captação ilícita de sufrágio – compra de votos.
Apesar de Barros ter sido o 1º gestor com decisão contrária após a posse, outros cinco prefeitos possuem os registros de candidaturas questionados pela Justiça Eleitoral. A decisão de Umari foi proferida na última sexta-feira, 13.
Como ela ainda é em 1ª instância, o prefeito pode recorrer ao pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) para evitar nova eleição. Segundo Wolney de Matos, ficou clara a existência de provas “veementes” conduta ilícita no caso.
Ao todo, tiveram indeferidos os registros de candidatura os gestores eleitos de Barro, Saboeiro, Tianguá e Santa Quitéria. Com exceção de Barro, onde assumiu o presidente da Câmara, todos os outros prefeitos conseguiram liminares na Justiça e assumiram.
Outro caso é o de Aracoiaba, onde o prefeito e a vice tiveram registro cassado dias antes das eleições acusados de abuso de poder econômico. Caso ganhou projeção pelo fato de a vice-prefeita, Maria Valmira Silva de Oliveira (PR) ser mãe do cantor de forró Wesley Safadão.
Eles são acusados de abuso em caso envolvendo doação de três ambulâncias à Prefeitura de Aracoiaba. Os dois negam o caso e recorrem no TRE, que deve julgar a ação assim que voltar do recesso.
Compra de votos
A decisão de Umari destaca que, às vésperas da eleição deste ano, uma assessora ligada à chapa teria sido flagrada com uma agenda com indícios de compra de votos. No caderno, estavam anotados os nomes de diversos eleitores, seguidos de valores em dinheiro ou objetos diversos, como materiais de construção.
Uma das pessoas citadas na agenda, Gilvan Alves Ribeiro, prestou depoimento onde afirmou ter recebido oferta de R$ 3,5 mil em troca dos votos dele e da família. Ele disse que já tinha recebido R$ 2 mil em duas parcelas, restando ainda outra parcela a ser paga no dia da eleição. Segundo Gilson, ele teria conseguido “mais de dez votos” para a chapa do prefeito.
“(É) salutar lembrar que a vitória dos representados se deu por menos de 10 (dez) votos”, destaca o juiz. Eleição de 2016 em Umari foi decidida por apenas quatro votos, tendo Alexandre conquistado 2.525 sufrágios, e a candidata Neide (PSD) 2.521 votos.
Em sua decisão, Wolney de Matos lamenta “a constatação de uma prática negativa antiga e que ainda insiste em ser utilizada por muitos políticos como meio para viabilizar o alcance de cargos públicos eletivos da mais alta importância, em detrimento dos interesses maiores de uma população pobre e órfã”.
O POVO tentou entrar em contato com a defesa de Alexandre Barros, mas não obteve resposta. Na ação, no entanto, ela aponta inexistência de provas de participação ou conhecimento de qualquer irregularidade por parte do prefeito e da vice-prefeita. (colaborou Amaury Alencar)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ministro da Educação antecipa repasse do FUNDEB para garantir o pagamento do piso dos professores


E anuncia também o aumento do valor mínimo anual por aluno
Durante entrevista coletiva, o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou a antecipação do repasse de 10% da complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação 
(Fundeb) para o pagamento do piso nacional dos professores (que só seria repassado em abril do próximo ano) e que, a partir de 2017, estes repasses serão feitos em parcelas mensais, a partir de janeiro. O Ministro anunciou também o aumento do valor mínimo anual por aluno, que passa dos atuais R$ 2.739,77 para R$ 2.875,03. As medidas compõem a portaria dos ministérios da Educação e da Fazenda, publicada nesta terça-feira, 27, que estabelece os parâmetros operacionais para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) no exercício de 2017.
“Como se trata de recursos para complementação do pagamento do salário do professor, que é devido mensalmente, essa prática de pagamento adotada no passado vinha causando sérios transtornos ao caixa dos estados e municípios, que vêm enfrentando dificuldades para honrar o pagamento da folha de salário dos professores”, afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho.
Desde 2012, quando a Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade definiu que os recursos destinados à complementação do piso salarial do professor devem ser distribuídos com base nos mesmos mecanismos adotados para distribuição dos recursos do Fundeb, o repasse a estados e municípios é realizado somente no ano seguinte àquele de competência, mais precisamente no mês de abril, por ocasião do ajuste de contas anual do Fundeb. E era usado para compensar ajustes negativos no âmbito dos respectivos fundos. A comissão é composta por um representante do MEC, cinco do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e cinco da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Preocupado com essa situação, o MEC negociou com o Ministério da Fazenda a liberação de limite financeiro de R$ 1,25 bilhão para o pagamento da complementação do piso de 2016 ainda este ano. As ordens bancárias foram emitidas no dia 21 e o crédito dos recursos estará disponível na conta de estados e municípios até quinta-feira, 29.
Para 2017, de forma a evitar os transtornos vivenciados por estados e municípios nesses últimos anos para equacionar o pagamento da folha de salário dos professores, a portaria publicada nesta terça-feira prevê novo cronograma de desembolso dos recursos do piso no próximo ano. A liberação ocorrerá em parcelas mensais, no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2018, com os recursos da complementação da União ao Fundeb. O valor da complementação do piso para o referido ano está estimado em R$ 1,29 bilhão.
A Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso nacional do magistério, a Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, que regulamentou o Fundeb, e a própria Constituição Federal preveem que 10% dos recursos da complementação da União ao Fundeb podem ser distribuídos, por meio de programas direcionados à melhoria da qualidade da educação, a unidades federativas cujos valores por aluno ao ano não alcancem o mínimo nacional fixado.
Portaria Interministerial nº 8/2016, dos ministérios da Educação e da Fazenda, que estabelece parâmetros operacionais para o Fundeb em 2017, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 27.
Fonte: http://www.fnde.gov.br/

Cármen Lúcia homologa 77 acordos de delação premiada da Odebrecht

A presidente do STF decidiu manter o sigilo sobre os depoimentos.
São mais de 950 depoimentos.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, homologou nessa segunda-feira (30) 77 acordos de delação premiada da Odebrecht. Ela também decidiu manter o sigilo sobre os depoimentos de todos os executivos e ex-executivos da empresa.
Cármen Lúcia passou o fim de semana trabalhando. Na manhã dessa segunda ela homologou as 77 delações, incluindo a de Marcelo Odebrecht, que foi o último a participar das audiências com os juízes. Como cada um dos delatores falou mais de uma vez, são mais de 950 depoimentos.
Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015 e é o único dos delatores que continua na cadeia. Os outros tiveram redução da pena ou cumprem prisão domiciliar. Marcelo Odebrecht foi considerado o mandante de pagamentos de US$ 35 milhões e quase R$ 110 milhões em propina a funcionários da Petrobras.
Os acordos de delação com a Odebrecht foram assinados em dezembro do ano passado. A negociação durou meses e a Odebrecht só cedeu depois que a Polícia Federal prendeu uma secretária na Bahia, Maria Lúcia Tavares, e descobriu o departamento de propina da Odebrecht, com detalhes do funcionamento do esquema. Era uma prova incontestável.
Na decisão dessa segunda-feira (30), a ministra Cármen Lúcia atendeu a Procuradoria-Geral da República, que na semana passada pediu que a homologação saísse o quanto antes. A decisão do Supremo quer dizer que todos os procedimentos foram feitos dentro da lei. O conteúdo deve trazer detalhes e novas informações sobre o esquema de corrupção investigado na Lava Jato. Com base nisso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai pedir a abertura de novas investigações. É ele quem decide isso.
No Congresso, a expectativa pela homologação era grande, já que foram citados nomes de até 200 parlamentares de vários partidos, envolvidos no esquema. Por enquanto, todas as delações seguem sob sigilo, que só deve ser retirado se houver um pedido do procurador-geral da República ao Supremo.
A Procuradoria-Geral da República pode incluir as informações das delações em inquéritos já abertos, enviar para outras instâncias ou pedir a abertura de um novo inquérito no caso de pessoas com foro privilegiado. Nesse caso, quem autoriza a abertura de novo inquérito é o relator no Supremo.
Cármen Lúcia ainda não definiu como será a escolha do novo relator da Lava Jato. A expectativa é que seja feito um sorteio entre os ministros da segunda turma, da qual Teori Zavascki fazia parte, ou entre todos os ministros do Supremo. Só depois disso é que o presidente Michel Temer vai indicar o nome do novo ministro do STF.
A presidente do STF marcou para quarta-feira (1º) o julgamento, em plenário, da ação que deve esclarecer se réus podem estar na linha sucessória da presidência da República. O ministro Dias Toffoli havia pedido mais tempo para avaliar a ação, em novembro. Naquele mês, a maioria dos ministros do STF decidiu que um parlamentar que é alvo de ação penal não pode ser presidente da Câmara ou presidente do Senado, porque é inerente ao cargo deles ter que assumir a presidência, eventualmente. Toffoli liberou a ação para julgamento no último dia antes do recesso, em dezembro do ano passado.

Fonte: http://g1.globo.com/

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